De acordo com a acusação, entre 2019 e 2022, cerca de 479 veículos custodiados na unidade foram reduzidos a apenas 8, diminuindo um esquema sistemático de desvio de bens.
Parte dos carros teria sido retirada ilegalmente e enviada para sucatas no Rio Grande do Norte, com participação e envio de policiais militares.
A investigação aponta que havia uma espécie de “norma de silêncio”, com ordens para não registrar a saída dos veículos, além do desaparecimento de livros oficiais que controlavam a movimentação, o que teria sido feito para dificultar a apuração dos fatos.
O MP sustenta que os denunciados, à época comandante do batalhão e chefe da seção logística, tinham responsabilidade direta pela guarda dos bens e permitiram a retirada sem autorização judicial ou procedimento legal.
Os dois foram denunciados por peculato, extravio de documentos e prevaricação, com base no Código Penal Militar. O Ministério Público também descartou acordo de não perseguição penal, citando a gravidade dos fatos e a ausência de confissão.
Caso a denúncia seja recebida, os oficiais responderão à ação penal na Justiça Militar da Paraíba.
Confira a denúncia: denúnciacarroroubado










