BEBEDOR DE “BARANÁ”
Beber vinho é coisa chique, tem até professor ensinando como se deve degustar uma bebida. Nessas viagens a Gramado, fizemos um curso intensivo de degustação, Dona Cacilda voltou de lá dando aulas aos parentes e amigos, ensinando como identificar a boa uva com um simples sacolejar do precioso líquido dentro da boca, um luxo só.
Recordo que numa das últimas viagens, estávamos lá na fábrica de vinhos e um contemporâneo, experiente ao Jurubeba Indiano de Zé de Biu, não se conformou com o dedinho da bebida dentro da taça e espetacularmente, em alto e bom som:
- Minha filha, isso aí não dá nem pra molhar o dente furado. Pode passar a paiêta!
Não sou apreciador, vou logo avisando. Acho uma perda de tempo esse negócio de bicar o vinho e beber um caneco de água para lavar as partes internas. Sei que é preciso, dizem que a tinta da bebida fica pregada na goela, desce para o “istambo” e ofende. Boca Nervosa, meu amigo da antiga Igreja Anglicana, passou maus bocados por causa disso. Foi uma amostra, começou a beber e toda vez que a mocinha oferecia água, recusava-se, achando que queriam encher o bucho dele para fazê-lo beber menos. Ao chegar em casa, foi escarrar na pia do banheiro e alarmou os parentes, dizendo que estava cuspindo sangue.
Mas eu comecei essa conversa para contar a farra na casa de financiamento do Eilzo Matos. Eilzo era um boêmio e um deputado sem frescura. E naquela noite, quando recepcionava seus colegas de Assembleia Edvaldo Motta e Ramalho Leite, achou justo chamar os motoristas de ambos para comer na mesa com os deputados. E os motoristas festejaram. Só que um deles danou-se a comer e a beber. Bebia o uisque como se bebesse água. E o colega dele, preocupado, avisou que bebendo daquele jeito ele não teria como dirigir o carro do chefe. O bebedor abriu um sorriso e justificou-se:
- É que eu nunca tinha bebido essa tal de baraná!
ALBERTO PESSOA
Não tive a satisfação de conhecê-lo pessoalmente, mas eu e Vavá da Luz, dois sortudos, fomos divulgados no Brasil e exterior por ele, Alberto Pessoa, jornalista dos bons, editou meu livro “No Tempo do Cangaço” e levou-o para palestras e conferências pelo mundo afora. E de quebra, levou o “Livro Proibido de Vavá da Luz”. Ontem eu e Vavá fomos descobertos com a notícia: Alberto morreu de AVC aos 64 anos. Perdemos um bom amigo, Edson Vidigal Filho, que viabilizou essa amizade, perdeu um irmão. E a vida segue, uns indo e outros entrando na fila para fazer a viagem.
ATENTADO A TRUMP

Um “lobo solitário” invadiu a Casa Branca, armado, para matar Trump. Que história mal contada! A Casa mais segura do mundo é invadida por um qualquer sem ser molestado pelos seguranças! Já não se faz mais atentado como antigamente. Sou mais aquele do meu amigo Geraldo. O povo escutou seis tiros, encheu a rua ao redor da casa da vítima e depois de muita tensão Geraldo apareceu, de camisa branca aberta nos peitos e nas duas bandas da camisa, em filas bem aprumadas, três tiros de cada lado.
O post Domingueiras do Tião apareceu pela primeira vez no Blog do Tião Lucena.











