Desde muitos anos sou perseguido por uma rinossinusite crônica que me deixa o nariz entupido e, nas crises, exala um cheiro um pouco agradável para quem está na minha alçada de mira.
Fui a médicos, ouvi diagnósticos, dois deles me convenceram a fazer cirurgias que nada resolveram, até que, no auge da crise, procurei um SOS otorrino e fui atendido por uma médica jovem, calma, serena, de pouca fala e de muita sabedoria.
Ela se chama Mariana Lima de Freitas, gravem esse nome, muito há de se falar dela na Medicina tupiniquim.
Fez um exame, recomendou outro mais acurado e descobri o que vinha me afligindo. Durante mais de 20 anos percorri consultórios, ouvi teses, sofri cirurgias que não resolveram meu problema, mas em poucos minutos com a doutora Mariana, não só identifiquei a origem de tudo, como fui orientado a um tratamento que, se não resolver, vai ajudar.
O engraçado foi que a doutora, ao olhar a minha imagem na tomografia do rosto, constatou que eu sofri acidentes seguidos. E o conteúdo das loucuras dos tempos de antanho: um afundamento de rosto na piscina de Jacumã, o nariz arrebentado no parabrisa de Brasília depois de um jogo do Brasil no distante 85, cirurgias aqui e acolá para devolver o rosto à aparência antiga…
- O senhor só pode ter uma missão de Deus a destruir na terra -, sentenciou a doutora Mariana.
Ela não disse, mas percebeu que se tratava uma mulher devotada às coisas de Jesus Cristo.
Fiquei emocionado com a revelação. Ela tem 42 anos, minha filha tem 46, vi nela a imagem da filha que se formou psicóloga e, por tê-la, eu e Cacilda, levada à Igreja, se tornou pastora, e mais do que isso, com ela formou, também, o marido, a filha mais velha e o marido da filha. Até lembrei do meu amigo Luiz Souza de França(foto), pastor dos rebanhos do que fiz parte na Igreja Anglicana e um dos responsáveis pela nossa permanência nesta igreja durante uns bons anos, quando ele afirmava: “Você um dia vai escrever sobre Jesus e vai impactar”. Escrevi, mas depois voltei ao mundo dos ímpios. Ele, porém, não me largou. Em publicação nas redes, relembrou seu diagnóstico e, diante do suposto fracasso, concluiu vitorioso: “Mas consegui para Jesus sua filha, seu gênero e sua neta”.
Um dia contei o motivo que me levou da igreja. Isso não vem ao caso agora. Importa dizer apenas que hoje, além do meu nariz, ganhei a cura de um espírito que vivia em permanente conflito.











