Domingueiras do Tião | Blog do Tião Lucena

O TAMARINDO DE AUGUSTO

O leitor se queixa, com razão, do silêncio dos portais e blogs da Paraíba em torno da morte do tamarindo de Augusto dos Anjos.

Foi preciso que um jornal de São Paulo sentisse o drama e o divulgasse, porque, se dependesse de nós, o leitor continuaria limitado aos passeios de João Azevedo, aos abraços de Lucas, aos cafés da manhã de Cícero e aos foguetes de Efraim.

Na Paraíba é assim mesmo, só é notícia a fofoca, o disse-me-disse, o moído.

E eu me incluo entre os que assim age.

Cadê a notícia sobre a morte do tamarindo aqui no blog? Nádica de nada. E olha que eu conhecia de perto a história dessa árvore:

As árvores, meu filho,

não têm alma

E essa árvore que me serve de impecilho

É preciso cortá-la, pois meu filho,

Para que eu tenha uma velhice calma.

Pai, por que sua ira não se acalma?

Não vê que em tudo existe o mesmo brilho?

Deus pois alma nos cedros e nos junquilhos

E essa árvore, meu pai, possui minha alma.

E enquanto a árvore

Olhando a pátria serra

Caía aos golpes do machado bronco

O moço triste se abraçou com o tronco

E nunca mais se falou da terra.

MAJOR FELICIANO

Sou apaixonado pela história do major Feliciano Florêncio, que conheci a partir dos relatos feitos por sua neta, Ada, no livro sobre a vida do avô.

Era um homem inteligente, justo e bronzeado.

E teve um amor no coração que guardou pelo resto da vida sem o consumir.

Se apaixonou por Úrsula, uma bela moça do Pajeú.

Mas as situações os separaram.

Ele casou com outra, ficou viúvo, casou de novo.

Úrsula também se casou.

E o major viveu quase 100 anos sem esquecer da moça que conheceu no Pajeú.

Merece um romance, vou pedir ajuda a Aldo Lopes, Tarcísio Pereira e Hildeberto Barbosa.

Eles são os craques no assunto.

Eu sou apenas o curioso.

Link da fonte aqui!

Veja também: